quarta-feira, 2 de abril de 2008

PLACENTA



FAQ Placenta

Contribuição de Adriana Tanese Nogueira
07 de Maio de 2007


O que é a placenta e qual é sua função?

A placenta é um órgão que existe somente durante a gestação e tem a função de manter a gestação e garantir o
desenvolvimento normal do feto. Sua formação se inicia a partir do momento em que o ovo (óvulo fecundado) se implanta
na cavidade uterina e continua se desenvolvendo até o momento do nascimento da criança. Quando madura, a placenta
é um disco com aproximadamente 20 cm de diâmetro e 2 cm de espessura com aparência de carne vermelho escura.
Ela tem uma face materna que fica aderida ao útero e uma face fetal de onde emerge o cordão umbilical. É dentro da
placenta que a circulação fetal se aproxima da circulação materna; porém, não existe um contato direto entre o sangue
materno e fetal. Neste espaço ocorrem muitas trocas, no sangue materno temos oxigênio e nutrientes (glicose,
aminoácidos, ácidos graxos, vitaminas, água, eletrólitos) que se destinam à nutrição fetal. O feto utiliza tais nutrientes e
os seus  dejetos (CO2, uréia, acido úrico, bilirrubina) são também eliminados através da placenta.
Além de nutrir, a placenta tem a função de proteger o feto, pois também transporta anticorpos que são as células de
defesa. A placenta funciona como um filtro, uma barreira, mesmo assim algumas substâncias nocivas podem ultrapassála,
como medicamentos, vírus e bactérias que podem prejudicar o desenvolvimento fetal.
É verdade que tudo que eu como e bebo passa para o bebê, inclusive com gosto?
Tudo que ingerimos e inalamos é transformado e depois chega ao feto, mas o sabor dos alimentos não chega até ele.
Alguns estudos, porém, sugerem que a preferência alimentar da criança após o nascimento está relacionada ao tipo de
alimentação que a mãe teve durante a gestação.


Como a placenta protege o bebê da mãe que fuma? Quais os efeitos do cigarro na placenta?

A placenta é um filtro, porém as substâncias químicas presentes no tabaco acabam ultrapassando esta barreira e
alcançando o feto. A placenta pode envelhecer precocemente devido ao uso do tabaco. A mãe tabagista em geral têm
bebês de baixo peso, pois cada vez que traga o cigarro sua circulação sofre uma vasoconstricção o que diminui o fluxo
sanguíneo placentário e como conseqüência diminui o aporte de oxigênio e nutrientes para o feto.


O que é placenta prévia e o que predispõe o seu aparecimento?

É quando a placenta se implanta cobrindo o orifício do colo do útero parcial ou totalmente. Os fatores que predispõe seu
aparecimento são:
Idade materna avançada
Grande número de filhos
Cirurgia uterina anterior (cesariana, miomectomia...)
Tabagismo



Como se diagnostica a placenta prévia (PP)?

Atualmente, na era do ultra-som, a maioria das mulheres realiza este exame no início da gestação onde a localização
placentária pode ser visualizada. Porém, o diagnostico de PP no segundo trimestre da gestação deve ser confirmado.
No segundo trimestre 5% das gestantes têm este diagnostico, mas apenas 0,3% continuam como PP até a gestação de
termo. Isso ocorre porque o corpo do útero cresce no decorrer da gestação e a placenta que está inserida ali sobe junto
com ele se afastando do colo do útero.


A placenta prévia é indicação formal de cesariana?

Em alguns casos, como na PP que recobre todo o colo uterino a cesareana se faz necessária, porém naquelas que
estão marginais ao colo uterino o parto normal pode ser tentado, sempre tomando cuidado com a vitalidade fetal e
materna.

O que é placenta acreta?

A placenta acreta é aquela que se fixa profundamente na parede uterina, ultrapassando o limite normal de fixação.
Quando ela alcança o músculo uterino se increta, quando ultrapassa a parede uterina invadindo outros órgãos se chama
percreta. O problema deste tipo de placentação é que após o parto a placenta não descola levando a um grande
sangramento e em alguns casos pode ser necesária a histerectomia. Outra complicações são a ruptura uterina e a
inversão uterina.

O que é placenta envelhecida? Como isso pode afetar a saúde do meu bebê e como evitar?

A placenta vai amadurecendo com o decorrer da gestação. À medida que a gestação progride a placenta sofre um
determinado grau de calcificação que é classificado em grau I, II e III. A placenta envelhecida é placenta grau III, porém
numa gestação de termo é esperado encontrar este grau de amadurecimento placentário. Se a placenta está de grau
III no último mês de gestação não há com o que se preocupar, é fisiológico. Pode-se esperar o parto vaginal sem
preocupações se este for o único achado no exame de ultra-som. O envelhecimento precoce da placenta está
relacionado ao tabagismo, hipertensão arterial ou algumas infecções congênitas.


ONG Amigas do Parto
http://www.amigasdoparto.org.br/2007 Fornecido por Joomla! Produzido em: 2 April, 2008, 16:57


Como a placenta sai após o parto? Quanto tempo é normal esperar? O que o médico pode fazer caso isso demore
muito?


Depois do nascimento do bebê a placenta se desprende do útero com ajuda de mais algumas contrações e sai
espontaneamente pela vagina. Quando ela está descendo pelo canal de parto a gestante sentirá uma dor, porém
muito mais suave do que para a expulsão do feto. Este processo demora de um modo geral de 5 a 10 minutos, porém
podemos esperar até 30 minutos sem nenhum problema. Caso ela não saia neste período podemos realizar massagens
no fundo do útero para ajudá-la descolar. Se ainda assim ela não sair, o que é muito raro, pode-se administrar
ocitocina por via intramuscular ou no próprio cordão umbilical. Quando ela permanece colada o próximo passo é a
curagem, que significa retirar a placenta manualmente, porém para isso a anestesia se faz necessária.

ONG Amigas do Parto
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Por Verena Schmid
02 de Julho de 2007






A placenta é um órgão incrivelmente precioso e completo, e é o único órgão “usa e joga fora” que temos. Representa as raízes da criança no terreno da mãe. É feita de dois organismos diferentes e incompatíveis, mas funciona como um único órgão, em completa harmonia. Faz todas as funções de um corpo humano.É pulmão, fornecendo à criança o oxigênio.É coração, ajudando-a a movimentar a massa sanguinea e mantendo a circulação entre ela e a mãe.É rim, depurando e regulando os líquidos em seu corpo.É aparado digestivo, procurando e fornecendo comida.É glândula endócrina, produzindo todos os hormônios necessários à manutenção da gravidez e ao crescimento da criança.É cérebro, guiando com inteligência o sistema informativo entre mãe e bebê, e elaborando todos os dados.É sistema imunitário, fornecendo à criança anticorpos, linfócitos e macrófagos, as grandes células que podem destruir ou construir o tecido, os monstros tão temidos pelo embrião.Coordena um próprio sistema neurovegetativo.É também a fonte do líquido amniótico e o renova a cada duas horas completamente.A placenta é um órgão ativo, tem capacidade de bombear glucósio e oxigênio para a criança, conforme suas necessidades. Até o nascimento faz parte integrante do corpo da criança, também na sua parte materna. A placenta conserva o grande segredo da contemporânea unidade e dualidade entre mãe e bebê.No momento do nascimento, a placenta continua desenvolvendo todas suas funções, ajudando a criança a regular seu metabolismo e seu organismo até o ponto de equilíbrio; a partir daí ela pode seguir autonomamente. Quando os pulmões respiram, quando o coração consegue regular a circulação sozinho, quando a criança recebe açucares, substâncias nutritivas e anticorpos do seio materno, quando os ácidos produzidos pelo parto são descarregados e os rins da criança funcionam, então (e somente então) pode-se deixá-la. Naturalmente, se o cordão permanecer íntegro.Quando a criança não precisa mais da placenta, não somente interrompe a comunicação, e portanto a circulação, mas faz destacar a placenta do corpo materno e a faz expelir. Somente então é o momento para cortar o cordão umbilical.Certamente a placenta é um órgão precioso que merece respeito, atenção e conhecimento.






*Extraído de Verena Schmid, “Venire al mondo e dare alla luce. Percorsi di vita attraverso la nascita”. Milano, Urra, 2005, pp. 194-5.Tradução por Adriana Tanese Nogueira.

2 comentários:

jancilia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Renata Balistieri disse...

É possível um bebe ficar grudado a placenta em função de pouco liquido amniótico? Se sim isso é possível ser diagnosticado em ultrasom simples?